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Conheça Bertioga

27/12/2018

 TURISMO

Bertioga é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo Estado de São Paulo, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual.

O município, que já teve grande importância no desenvolvimento do País, tem em seu complexo turístico a exuberante Mata Atlântica, praias e um patrimônio construído em quase 500 anos de história.

A Aldeia Guarani Rio Silveira, o Forte São João e a Vila de Itatinga são alguns dos testemunhos de maior relevância histórica na região.

Também conhecida como a porta de entrada do litoral norte, Bertioga vem explorando diversos segmentos do turismo, como o ecológico, de aventura, náutico, de acessibilidade, histórico-cultural, religioso entre outros.

Bertioga tem 33 quilômetros de praias próprias para o banho de mar, que oferecem momentos de lazer e a prática de vários esportes, já que possui excelente condições de balneabilidade. As praias se dividem em Enseada, São Lourenço, Itaguaré, Guaratuba e Boracéia.

FORTE SÃO JOÃO

Fundado em 1547, às margens do Canal de Bertioga, é a fortaleza mais antiga e também mais bem conservada do Brasil.

O primeiro Fortim de São Tiago, na Barra da Bertioga, foi reconstruído ao final do século XVII, em alvenaria de pedra e cal, tendo as suas obras definitivas sido concluídas em 1710.

O desenho da sua planta apresentava o formato de um polígono retangular com guaritas e vértices.

O Forte foi reformado a partir de 1765, tendo reedificada a sua capela, sob a invocação de São João e passou a ser denominado Forte São João da Bertioga.

Na área do entorno do Forte fica o Parque dos Tupiniquins, onde está localizada a única estátua do País do cacique Tupinambá, o Cunhambebe, que esteve ali em 22 de setembro de 1563, acompanhado do padre José de Anchieta, para selar a paz entre colonos e nativos.

 

VILA DE ITATINGA

A Vila de Itatinga, onde funciona a Usina Hidrelétrica de Itatinga, que desde 1910 fornece energia para o Porto de Santos, é outro patrimônio de Bertioga.

É composta por 70 casas construídas em estilo britânico original, posto médico, auditório, clube, padaria e pela Capela de Nossa Senhora da Conceição.

A área é propriedade da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que criou a Vila para abrigar os funcionários da usina hidrelétrica.

 

COLÔNIA DE FÉRIAS DO SESC

Inaugurada em 1948, graças ao idealismo e à perseverança de Brasílio Machado Neto, a Colônia de Férias do Sesc desempenhou, ao longo das últimas décadas, um papel preponderante no desenvolvimento da cidade.

A Colônia é realmente um oásis pela pureza de seu ar sem poluição, pela beleza de seus jardins e de seus bosques e por sua magnífica área de esportes e lazer, envolvendo recreação social e cultural, além de suas acomodações modernas e confortáveis.

 

RIVIERA

A Riviera é um bairro de Bertioga instalado por um empreendimento particular arrojado, organizado em três zonas: turística, residencial e mista. A implantação começou em 1979, com a abertura das primeiras ruas, a instalação da fábrica de guias e tubos de concreto, os trabalhos de abertura dos canais, a instalação do viveiro de mudas e os estudos para captação de água.

 

HIDROGRAFIA

A hidrografia em Bertioga abrange os seguintes rios:

Rio Silveira: passa por uma reserva tupi-guarani, que tem uma área de mais de 948 hectares, localizada na divisa entre Bertioga e São Sebastião, com uma população aproximada de 500 indígenas.

Rio Itapanhaú: tem sua nascente no município de Biritiba Mirim, desaguando no Canal de Bertioga. Drena uma área de 363 quilômetros quadrados, tendo como principais afluentes os rios Jaguareguava, da Praia e Itatinga.

Rio Bananal: afluente do Rio Itapanhaú, é estreito e selvagem, encravado na exuberante Mata Atlântica.

Rio Jaguareguava: é um rio de águas cristalinas e rasas, cujo nome tem origem tupi-guarani, que significa: onde a onça bebe água; nasce na serra e percorre cerca de cinco quilômetros de Mata Atlântica.

Rio Itaguaré: deságua diretamente no Oceano Atlântico e é formado pelo Rio Perequê Mirim, que nasce na encosta da Serra do Mar, e ainda pelos afluentes dos rios Vermelho e Cachoeirinha Grande, que têm início em Biritiba Mirim.

Rio Sertãozinho: nasce em Biritiba Mirim, desce a Serra do Mar em belas quedas até encontrar o Rio Guacá, quando suas águas formam o Rio Itapanhaú, já em Bertioga. No alto da serra, um lugar curioso, o rio é represado por uma grande rocha e pelo subterrâneo a água passa e sai, mais abaixo, em forma de jatos.

Rio Itatinga: nasce na Serra do Mar e percorre 24 quilômetros antes de desaguar no Rio Itapanhaú. E é naquele ponto, já próximo ao Itapanhaú, que a Cia. Docas do Estado de São Paulo (Codesp) tem a usina que leva o seu nome, a qual teve uma importância econômica significativa, desde 1910, quando a sua queda-d’água, de 765 metros de altura, passou a ser aproveitada pela Usina Hidroelétrica da Vila de Itatinga, que até hoje ajuda a fornecer energia elétrica ao Porto de Santos.

Rio Guaratuba: diferente dos demais rios de Bertioga, o Rio Guaratuba percorre uma orla plana, de areia clara e batida; tem sua nascente na Serra do Mar e o acesso a ele é controlado pela entrada de um condomínio. Desagua diretamente no Oceano Atlântico.

 

>> RELEVO E SOLO

O município de Bertioga é detentor de diferentes unidades sedimentares, de vegetação remanescente e de solos formados por areia silte e argila, sedimentos depositados pelo mar e pelos rios, que são predominantes da Planície Litorânea do Estado de São Paulo. É também cortado por diversos canais sinuosos de água salobra, influenciados pela maré, colaborando para o desenvolvimento dos mangues.

Basicamente, Bertioga possui as seguintes formas de relevo: a escarpa da Serra do Mar e a Planície Litorânea ou Costeira, com alguns morros isolados: Itaguá, da Volta, do Tatu, do Acaraú, dos Bichos, Sete Cuias, entre outros.

No revelo plano, o solo predominante é arenoso, com pouca argila e quantidades variáveis de matéria orgânica. Na encosta, a predominância é de solo argiloso. Em áreas de mangue, o solo é rico em matéria orgânica.

 

>> ACESSOS E MOBILIDADE

Antes do início das operações da Cia. Santense de navegação, na década de 1930 – que passou a ligar Bertioga e Santos por meio de duas barcas diárias -, apenas as lanchas da Cia. Docas de Santos serviam de transporte público regular para a população de Bertioga. Na verdade, a atividade principal dessas lanchas era transportar trabalhadores, alimentos e materiais destinas à Usina de Itatinga.

Quando o empresário José Ermínio de Moraes, dono da Indústria Votorantim, comprou o Sítio Indaiá, localizado na ponta da Praia da Enseada, abriu-se um caminho por terra para o acesso ao Guarujá. A travessia do Canal de Bertioga era tão lenta que o empresário decidiu investir por conta própria na abertura do caminho rodoviário, que, muito precário no início, acabou se transformando anos depois, e somente após 20 anos foi incorporado pela jurisdição do Departamento de Estrada de Rodagem do Estado (DER), melhorando ainda mais com a implantação do serviço de balsas, que definitivamente ligou Bertioga ao Guarujá.

Até 1940, a interligação entre as praias de Bertioga era feita com precariedade. Com a inauguração do oleoduto da Petrobrás, que liga o Terminal Marítimo Almirante Barroso, em São Sebastião, à Refinaria Presidente Bernardes, em Cubatão, esse distanciamento ficou mais reduzido, em razão dos postos de radiocomunicação para controle do oleoduto que a Petrobras mantém nesse trajeto, e que ainda hoje atendem a todas as emergências.

Na década de 1960 começam a surgir as primeiras linhas regulares de transporte coletivo. Em 1982 é inaugurada a Rodovia Mogi-Bertioga e em 1985 a Rodovia Rio-Santos, representando um novo marco no desenvolvimento de Bertioga.

Fonte: Site da prefeitura de Bertioga

 

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